Em dezembro de 1951, Nivaldo Navarro da Associação Internacional, estava em visita ao Lions Clube de Montevidéu, Uruguai com a missão de difundir o Leonismo na costa do Atlântico.
Por isso, conclamou os companheiros uruguaios para que se interessassem na fundação de um clube no Rio de Janeiro.
Na oportunidade, ocorreu uma feliz coincidência. Encontrava-se naquela capital, um ilustre brasileiro, Dr. Armando Fajardo, que ali fora assistir uma prova clássica de turfe que tem o seu nome.
O então presidente do clube uruguaio, Pedro Berro, também turfista, era amigo intimo de Fajardo. À vista do pedido de Navarro, o CL. Pedro Berro telegrafou a Fajardo que, após a prova, dirigira-se a Buenos Aires, Argentina.
O telegrama convidava Fajardo a fundar o Leonismo brasileiro e esclarecia que os leões uruguaios aguardariam a sua passagem por Montevidéu, para os entendimentos necessários.
Estes tiveram lugar no aeroporto de Carrasco, às quatro e meia da madrugada chuvosa, que dali partiu credenciado para a elevada missão.
No Rio de Janeiro, homem de negócio e da alta sociedade, não teve dificuldades em arregimentar cerca de 40 pessoas que com ele, em 16 de abril de 1952, em almoço festivo nos salões do Jockey Clube Brasileiro, receberam o titulo e o distintivo de Leões.
O Brasil não se encontrava distante do Leonismo. Enquanto se processavam os entendimentos no Uruguai, tanto no Rio como em São Paulo, vários cidadãos, conhecedores das atividades do Lions, procuravam, isoladamente, trazê-lo para cá. De todos, o que mais se adiantou, foi o CL. Floriano Peixoto Santos, de São Paulo. Em viagem que fizera ao EUA. conheceu de perto nossa organização e tempos depois, já de volta, entreteve correspondência com Roy Keaton, Diretor Geral, manifestando-lhe o desejo de organizar um clube em São Paulo, que já possuía diversas adesões de amigos. Pela resposta recebida, Floriano foi informado que era pensamento da Associação iniciar o movimento no Rio de Janeiro, em virtude de ser, na época, a capital do Brasil.
Nesse meio tempo Fajardo hasteia a Bandeira do Leonismo e Floriano por indicação de Chicago, é posto em contato com os companheiros cariocas.
Assim começa a história do segundo clube brasileiro, fundado com 56 pessoas em 23 de julho do mesmo ano de 1952, tendo a frente o CL Floriano, ostentando, merecidamente, o título de fundador do Lions Paulista.
DADOS HISTÓRICOS:
De acordo com a deliberação da II Convenção Nacional de Lions Clube, em São Paulo(1955), o dia 16 de abril é o "DIA DO LEONISMO NACIONAL", porque nesta data se deu a fundação do primeiro clube do Brasil, o do Rio de Janeiro.
Os três primeiros clubes fundados no Brasil foram: Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
O "LEÃO NUMERO 1 DO BRASIL", é Armando Fajardo, fundador do Lions Clube do Rio de Janeiro e primeiro Conselheiro Internacional do Brasil.
Armando Fajardo, em 1953, foi o 1º Governador de Distrito do Brasil e também "PATRONO DO LEONISMO NO BRASIL", titulo este outorgado a ele em 1964, na Convenção Nacional de Salvador, Bahia.
Floriano Peixoto Santos, é considerado o " LEÃO NUMERO 1 DE SÃO PAULO", fundador do 1º clube de São Paulo, e o 2º do Brasil, o Lions Clube de São Paulo- Centro.
Leonismo
Substantivo próprio que designa o movimento fundado por Melvin Jones, em 1917. É o conjunto de normas e de objetivos de Lions Clubes Internacional em prol do bem-estar cívico, cultural, social e moral da humanidade, sem sectarismo religioso. Apolítico, ativa um vivo interesse, na ação cívica e governamental, propugnando pela paz universal. Através dos seus Clubes de Serviço, estuda as necessidades da comunidade e apresenta meios ou sugestões para enfrentá-los, seja através dos seus próprios esforços ou em cooperação com terceiros.